Hoje gostaria de propor aqui um desafio (inspirado nos TPC's da Ka, certamente! mas sem qualquer intenção de regularidade) domingo, 10 de fevereiro de 2008
Adivinhem quem vem jantar...
Hoje gostaria de propor aqui um desafio (inspirado nos TPC's da Ka, certamente! mas sem qualquer intenção de regularidade) sexta-feira, 8 de fevereiro de 2008
A arte de bem dizer ou como dourar a pílula...
Sexta-feira, ao fim da tarde. Regresso a casa e no carro sintonizo a rádio. Na Antena 1 apanho a meio o Contraditório, programa semanal onde quatro jornalistas - Ana Sá Lopes, Carlos Magno, Luís Delgado e João Barreiros - debatem os grandes temas da semana e elegem as figuras que a marcaram positiva e negativamente.Já no final do programa, Carlos Magno (creio...), em jeito de aparte, conta uma pequena história que, segundo ele, era habitual contar-se aos alunos de um curso de Marketing e que achei simplesmente deliciosa:
Numa rua de Paris estava um mendigo, cego, pedindo esmola, com um letreiro pendurado ao pescoço, onde se podia ler o costume em casos semelhantes: "Sou cego, estou desempregado e com fome. Por favor, auxilie-me". As pessoas passavam por ele, mais ou menos indiferentes, sem que as esmolas aumentassem de forma que se visse. A páginas tantas, acerca-se dele um homem que, após um breve momento, decidiu mudar-lhe o letreiro. Alterou o tipo de letra e escreveu o seguinte: "É Primavera em Paris e eu não a posso ver!..." Este homem era um publicitário e, ainda de acordo com a história, este cego tornou-se no mendigo mais bem sucedido de Paris!
Grande frase esta!
Tudo isto para demonstrar a força das palavras e de como elas podem mudar o destino das pessoas. Ou de como o marketing influencia a nossa razão e é instrumento de atalho para manipular as emoções.
quarta-feira, 6 de fevereiro de 2008
Porque a vida são dois dias...

Lamento privá-los das fotos reais, mas pedir autorização a 20 almas para deixarem publicar os seus 20 rostos, pareceu-me demais!... Mas garanto-vos que estavam tão bem ou melhor do que o original! ;-))
terça-feira, 29 de janeiro de 2008
O tédio nas suas vidas...

Um ultraje para quem é pedinte por obrigação, para quem não tem de comer, onde morar, quem o ame.
Pena que Fernando Pessa não esteja já entre nós, senão certamente o ouviríamos dizer: ""E esta, hem?!..."
segunda-feira, 28 de janeiro de 2008
O neo-realismo no museu...
A propósito de Neo-Realismo, transcrevem-se três definições retiradas de três dicionários diferentes e que são utilizadas no Museu, como introdução ao tema:
"Neo-realismo: movimento literário, surgido em Portugal no terceiro decénio do séc. XX, que, inspirado na literatura norte-americana de preocupações sociais e no romance regionalista brasileiro, procurou instaurar uma literatura comprometida com os princípios do realismo socialista, tematizando sobretudo as condições de vida dos camponeses." in: Dicionário Houaiss da Língua Portuguesa, Lisboa, Círculo de Leitores, 2003
"O neo-realismo literário pode definir-se como um movimento que se desenrolou aproximadamente entre finais dos anos 30 e finais dos anos 50 deste século [XX], num contexto particular, correspondendo a parte do tempo histórico-político do salazarismo e sob o signo ideológico e cultural do marxismo." in: Biblos, Enciclopédia Verbo das Literaturas de Língua Portuguesa, Lisboa, Verbo, 1999.
"S.M. (de neo-+realismo): movimento artístico, literário e filosófico que floresceu no pós-guerra, propondo uma revalorização do realismo tradicional e que, inspirado no materialismo dialéctico, procurava representar e dar voz aos anseios das camadas proletárias." in: Dicionário da Academia das Ciências de Lisboa, Lisboa, Editorial Verbo, 2001, Vol.2
Ainda a este propósito, remeto-vos para um post do crítico de arte Alexandre Pomar, O museu da arte-e-literatura comunista? no seu blogue, sobre o conceito de neo-realismo, a expressão desta corrente artística e literária em Portugal e o novo museu agora criado.
Neste Museu estão patentes ao público várias exposições, das quais destaco duas:
A primeira, que ocupa o 2º e 3º pisos do Museu, Batalha pelo Conteúdo – Movimento Neo-Realista Português, estará disponível até Outubro de 2011, e pretende dar uma panorâmica sobre o movimento neo-realista português nas diversas áreas - literatura, artes plásticas, música, teatro e cinema. É com o som e as imagens das gravações de Acordai!, (Coro de Fernando Lopes-Graça, durante o 1º de Maio de 1974), do último e emblemático concerto de Zeca Afonso no Coliseu, a 29 de Janeiro de 1983 e, finalmente, do igualmente memorável concerto de Carlos Paredes em 1992, no Teatro São Luiz, que percorremos uma parte da nossa identidade e da nossa história contemporânea. Desde meados dos anos 30 do século passado, com a génese do movimento reflectindo as questões político-sociais, tanto internacionais (a crescente divisão entre fascismo e comunismo, passando pela Guerra Civil de Espanha, a II Guerra Mundial, ...) como os problemas nacionais (a campanha de Humberto Delgado em 1958, ou a crise académica de 1963, culminando, obviamente, no 25 de Abril de 1974).
A segunda exposição por mim salientada, O Desenho na obra de José Dias Coelho, ocupa o 1º piso do Museu e estará patente ao público até ao próximo dia 6 de Abril.
Alguém se lembra quando Zeca cantava: "... e o pintor morreu"?...
sexta-feira, 25 de janeiro de 2008
Top Shelves: medalha de bronze

Aqui fica o link para o artigo do The Guardian, com as respectivas fotos das outras beldades... Por mim, e sem querer ser facciosa, acho mesmo que a nossa Lello merecia o primeiro lugar, não acham?!...
A Livraria Lello e Irmão, também conhecida como livraria Chardron ou simplesmente livraria Lello situa-se na Rua das Carmelitas, 144 no Porto. A fachada neogótica é do engenheiro Xavier Esteves.
Enrique Vila-Matas, classificou-a como A mais bonita livraria do mundo.
A história da livraria remonta a 1869, ano em que é fundada na Rua dos Clérigos a Livraria Internacional de Ernesto Chardron. Após o imprevisto falecimento de Chardron, aos 45 anos de idade, a casa editora foi vendida à firma Lugan & Genelioux Sucessores.
Em 1894 Mathieux Lugan vendia a Livraria Chardron a José Pinto de Sousa Lello que possuía então uma livraria na Rua do Almada. Associado ao irmão, António Lello, mantêm a Livraria Chardron, com a razão social de José Pinto de Sousa Lello & Irmão, até 1919, ano em que o nome da sociedade muda para Lello & Irmão Lda.
O actual edifício foi inaugurado em 1906, com a presença no dia de abertura de, entre outros, Guerra Junqueiro, José Leite de Vasconcelos e Afonso Costa.
(fonte: Wikipédia)
quinta-feira, 24 de janeiro de 2008
Enfim, juntos...
Camille (Audrey Tautou) é uma mulher simpática que trabalha como empregada de limpeza e desenha no seu tempo livre. Franck (Guillaume Canet) é um cozinheiro viril e afectuoso, que ama incondicionalmente a avó, uma senhora frágil e engraçada, chamada Paulette. Philibert é um jovem aristocrata, tímido, emotivo e solitário, que vive num espaçoso apartamento que pertence à família. Juntos vão aprender a lidar com as suas dúvidas e mágoas. Vão descobrir novas formas de viver e a força que a união gera.(CineCartaz Público)
Enfim, Juntos (Ensemble, C`est Tout), é um drama ligeiro, bem-humorado, ternurento, mas um pouco mais do que isso. É, também, uma reflexão sobre a velhice, de uns, e a solidão, de todos. Aparte o já esperado bom desempenho de Audrey Tautou - e do resto do elenco -, Françoise Bertin compõe uma avó octogenária muito expressiva. Um filme mignon...
segunda-feira, 21 de janeiro de 2008
Para T.
O meu menino é d'oiro
É d'oiro fino
Não façam caso que é pequenino
Não façam caso que é pequenino
O meu menino é d'oiro
D'oiro fagueiro
Hei-de levá-lo no meu veleiro
Hei-de levá-lo no meu veleiro
Venham aves do céu
Pousar de mansinho
Por sobre os ombros do meu menino
Do meu menino, do meu menino
Venham, comigo venham
Que eu não vou só
Levo o menino no meu trenó.
P'ra teu sossego
Menino avaro não tenhas medo
Menino avaro não tenhas medo
Onde fores no teu sonho
Quero ir contigo
Menino de oiro sou teu amigo
Menino de oiro sou teu amigo
Venham altas montanhas
Ventos do mar
Que o meu menino
Nasceu p'r'amar
Venham, comigo venham
Que eu não vou só
Levo o menino no meu trenó.
O meu menino é d'oiro
É d'oiro fino ....
Ventos do mar ....
Zeca Afonso
Com estes versos te embalei, naquela manhã de inverno, ensolarada, e nas outras que lhe sucederam.
O meu menino é d'oiro...
Parabéns, Meu Amor!
domingo, 20 de janeiro de 2008
Em jeito de poema...

José Saramago - As intermitências da Morte (excerto gentilmente partilhado pela Gi)
sábado, 19 de janeiro de 2008
Humor no Chiado
Teatro: A Bíblia - Toda a Palavra de Deus (Sintetizada)
Porque rir faz bem, esta peça é uma boa terapia. Três horas de boas gargalhadas!
quinta-feira, 17 de janeiro de 2008
É um blog muito bom...
Não, enganei-me, ainda não são os Óscares, mas é o meu primeiro prémio "blogosférico", gentilmente atribuído pela Ka. E como diria a Amália, Obrigada, obrigada, obrigada...
Cumprindo a tradição, passo a nomear sete eleitos para também partilharem este prémio:
Avançando
Infinito pessoal
Os bigodes do gato
Memórias de Adriano
O melhor blog sobre nada
Outono desconhecido
Um portuga em apuros nos trópicos
Vitória...
Vitória de Samotrácia. Escultura de Mármore. Época helenística; início do séc. II a.C. (Louvre, Paris) A Vitória de Samotrácia, também conhecida como Niké de Samotracia, é uma escultura que representa a deusa Atena Niké (Atena que traz a vitória), cujos pedaços foram descobertos em 1863 nas ruínas do Santuário dos grandes deuses de Samotrácia, na ilha do mesmo nome, no Mar Egeu. Fazia parte de uma fonte, com a forma de proa de embarcação, em pedra calcária, doada ao santuário provavelmente pela cidade de Rodes. (fonte: Wikipédia)
Esta mulher alada é uma imagem que vagueia nos meus pensamentos, recorrentemente. De tão divulgada, poderia perder impacto, quando contemplada ao vivo. Contudo, é precisamente o contrário. Recordo quando a vi no Louvre, há muito; a impressão causada foi esmagadora, teatral, de um efeito dramático intenso. Tão intenso que sobrevive e se sobrepõe no meu espírito a muitas outras descobertas artísticas mais recentes.




Espectáculo Final da Escola de Dança do Conservatório Nacional
Teatro Camões
2 Jul: 21h, 3 Jul: 16h, 21h, 4 Jul: 16h
Curtas 2010 - II Mostra de Teatro de Peças de Curta Duração
Traseiras do Mercado da Ribeira, Lisboa
Até 4 de Julho
XI Grande Noite de Ballet Flamenco
Teatro Tivoli
10 de Julho, 21h30

