Palacete de D. Chica, Palmeira, Braga, PortugalFoto: Júlio de Matos
São os lares dos torna-viagem de outros tempos. Idos, longínquos. São casas de quem saiu cheio de esperança, cheio de vontade de regressar endinheirado. E assim foi. Na transição do século XIX para o século XX, mais concretamente entre 1860-1930, portugueses nortenhos, de uma classe média rural, rumaram ao Brasil e regressaram com fortuna feita, passando a fazer parte da classe possidente local, daquela pequena franja que ditava as regras ou pelo menos influenciava a vida pública. Construíram casas apalaçadas que ostentavam o produto do seu esforço e o sorriso da sorte que lhes batera à porta. Estas "casas de brasileiro" mostravam as marcas não só da riqueza dos donos como também de gostos alheios aos nossos e quase sempre misturados, num resultado eclético que veio transformar o panorama da arquitectura nacional, a paisagem do Alto Minho e marcar definitivamente uma época.
Algumas destas casas dariam excelentes cenários para filmes, onde viveriam figuras míticas, damas e cavaleiros, monstros e outros seres que povoam o nosso imaginário. Cinquenta delas foram captadas pelo olhar de Júlio de Matos, arquitecto e fotógrafo de Braga, dando origem a uma exposição da iniciativa do Ministério da Cultura de Portugal, no contexto das “Comemorações dos 200 anos da Ida da Família Real Portuguesa para o Brasil” e patente ao público no Brasil (Museu Nacional, do Complexo Cultural da República de Brasília, no Museu Histórico Nacional do Rio de Janeiro e no Museu de Arte da Bahia, em Salvador). Estas fotografias encontram-se também editadas em álbum fotográfico, com texto de Jorge P. Sampaio (Casas de Brasileiro, DeMatos, Braga, 2008)

Espectáculo Final da Escola de Dança do Conservatório Nacional
Teatro Camões
2 Jul: 21h, 3 Jul: 16h, 21h, 4 Jul: 16h
Curtas 2010 - II Mostra de Teatro de Peças de Curta Duração
Traseiras do Mercado da Ribeira, Lisboa
Até 4 de Julho
XI Grande Noite de Ballet Flamenco
Teatro Tivoli
10 de Julho, 21h30

