É comum dizer-se que a Grécia é o berço da civilização europeia. É, igualmente, comum a ideia de que a Europa é o resultado do desenvolvimento e evolução das cidades-Estado do mar Egeu. Tudo isto foi validado pelo conhecimento histórico de que dispomos.
Servem estas afirmações para introduzir a exposição que visitei nos últimos dias, na Gulbenkian: Os Gregos. Tesouros do Museu Benaki, Atenas.
Para a compreensão dos Gregos é necessário estar-se familiarizado com as suas ruínas e os seus lugares, os seus objectos, as suas formas de vida. Parte do espólio do Museu Benaki, agora em itinerância e que podemos apreciar na Gulbenkian, ajuda-nos a, de uma forma muito sintética, acompanharmos a evolução deste povo, através de exemplos escolhidos como significativos de cada um dos períodos históricos aqui focados, que cobrem cerca de oito mil anos de História. Com o apoio de textos que resumem cada uma das épocas tratadas, seguindo um friso cronológico que vai desde a Idade do Bronze até à independência face ao domínio turco, em 1821, passando pela Idade das Trevas, o Período Arcaico, a Época Clássica, a Helenística, a subjugação aos impérios romano, bizantino e otomano, esta exposição apresenta 157 peças de rara beleza, das quais aqui deixo uma pequeníssima amostra.
A não perder, no Museu da Fundação Calouste Gulbenkian, até ao próximo Dia de Reis.
