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sábado, 25 de abril de 2009

35 anos




Sei que está em festa, pá
Fico contente
E enquanto estou ausente
Guarda um cravo para mim

Eu queria estar na festa, pá
Com a tua gente
E colher pessoalmente
Uma flor no teu jardim

Sei que há léguas a nos separar
Tanto mar, tanto mar
Sei, também, que é preciso, pá
Navegar, navegar

Lá faz primavera, pá
Cá estou doente
Manda urgentemente
Algum cheirinho de alecrim

Foi bonita a festa, pá
Fiquei contente
Ainda guardo renitente
Um velho cravo para mim

Já murcharam tua festa, pá
Mas certamente
Esqueceram uma semente
Nalgum canto de jardim

Sei que há léguas a nos separar
Tanto mar, tanto mar
Sei, também, quanto é preciso, pá
Navegar, navegar


Canta primavera, pá
Cá estou carente
Manda novamente
Algum cheirinho de alecrim


A primeira versao de "tanto mar" tinha sido censurada devido a canção ser uma saudação à Revolução de Abril de 1974 em Portugal. Foi gravada totalmente pela primeira vez num espectáculo ao vivo com a Maria Bethania, que foi passado para disco (em 1975). A segunda versão foi gravada no início de 1976 e refere-se ao Novembro de 1975 em Portugal e ao fim do período mais revolucionário que por cá se vivia.
(in: http://natura.di.uminho.pt/~jj/musica/html/buarque-tantoMar2.html)

sexta-feira, 25 de abril de 2008

Abril

Não vou escrever sobre o 25 de Abril;
nem contar como tudo se passou;
nem tecer considerações sobre as várias realidades que lhe sucederam;
nem sobre as tentativas de retorno;
nem sobre as vitórias ou fracassos de uma democracia no berço;
nem sobre as desilusões;
nem sobre as alegrias.

Não vou escrever sobre as portas que Abril abriu (para lembrar Ary dos Santos...), apesar de terem sido muitas.

Muito melhor do que eu alguém certamente já o fez.

Muito de tudo isto está documentado e ao dispôr de quem queira consultar, de quem tenha interesse.

Vou apenas dar os PARABÉNS!